Anac suspende voos panorâmicos de 4 empresas no Rio após acidente de helicóptero que deixou 4 mortos
Anac suspende voos panorâmicos de 4 empresas no Rio após acidente de helicóptero que deixou 4 mortos A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) suspendeu ...
Anac suspende voos panorâmicos de 4 empresas no Rio após acidente de helicóptero que deixou 4 mortos A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) suspendeu voos panorâmicos de 4 empresas no Rio, entre elas a Voo Rio Panorâmicos (VRP), envolvida na queda do helicóptero na Vista Chinesa que matou 4 pessoas – três turistas colombianas e o piloto. Empresas suspensas: VRP; Broad Fly; Nobre Turismo; Mr. Top Fly. Entre as falhas, segundo a Anac, estão possíveis fraudes nos registros de diários de bordo, omitindo minutos de voos panorâmicos, além de problemas no gerenciamento operacional das empresas e de manutenção das aeronaves. Segundo a Anac, a fiscalização será intensificada e permanente. Robinson R44 prefixo PP-MFS, da empresa VRP, que caiu na Floresta da Tijuca Reprodução/TV Globo O anúncio foi feito nesta terça-feira, pelo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, e o diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein. Segundo o diretor da Anac, 12 empresas têm autorização para voos turísticos no Rio. Dessas, 9 empresas fiscalizadas (outras 3 ainda serão) e 4 tiveram a autorização suspensa. Entre as aeronaves, de 18 fiscalizadas, 9 foram suspensas. “Esse é um número preocupante e altíssimo. Essas ações serão frequentes até que todas as empresas sejam fiscalizadas”, disse Thiago Chagas. Thiago disse ainda que vai fiscalizar todas as empresas de táxi aéreo e também as de manutenção: “Para garantir que voar de helicóptero no Rio de Janeiro e no Brasil será seguro”. Anac investiga se houve fraudes em diários de bordo de voos panorâmicos no Rio De 9 empresas fiscalizadas, 4 foram suspensas, segundo o diretor da Anac. Henrique Coelho/g1 Rio Suspensão de uso de heliponto Além da suspensão de voos panorâmicos, cinco empresas – incluindo também a VRP – estão impedidas de utilizar o heliponto da Lagoa, de acordo com a Prefeitura do Rio. São elas: Be Faster Serviços Aéreos; Bal Harbour (Ból Há Bar) Holding Patrimonial Limitada; Nobre Turismo Aéreo Limitada; Infinity Serviços Aéreos Limitada; Voo Rio Panorâmicos (VRP). Segundo a prefeitura, essas empresas tinham um termo de compromisso da prefeitura que permitia o pouso no heliponto, mas não autorizava as empresas para fazer voos panorâmicos. Portanto, apenas a empresa Helisul continua a atuar com voos panorâmicos no heliponto da Lagoa. Thiago Chagas Faierstein informou que, antes da suspensão, 12 empresas estavam autorizadas a realizar voos panorâmicos, e 46 aeronaves estavam aptas para realizar essas atividades. O prefeito Eduardo Cavaliere alertou que os próprios usuários podem checar se a empresa contratada tem autorização para fazer voos panorâmicos. “Além das empresas autorizadas, a gente tem empresas que não estão autorizadas tentando fazer voos ilegais a partir de algum hangar ou algum heliponto que não têm autorização para usar. Doze não são 200, não são 500 empresas”, disse Cavaliere. Após acidentes, MPF pede corredor aéreo sobre o mar MPF pede que voos panorâmicos de helicóptero no Rio se limitem a corredor aéreo sobre o mar Recentemente, o Ministério Público Federal pediu que voos panorâmicos se limitassem a um corredor aéreo sobre o mar, que já existe entre a Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, e o Arpoador, na Zona Sul. O pedido não foi comentado nesta terça. O pedido se dá após três acidentes causarem 13 mortes só em 2026. No mais recente, em 8 de agosto, um helicóptero caiu em uma área de mata na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, matando quatro pessoas – três turistas colombianas e o piloto. Em junho, outro acidente causou a morte de seis pessoas, após dois helicópteros se chocarem no ar no Recreio dos Bandeirantes. Em janeiro, um acidente terminou com 3 mortes, em Guaratiba, na Zona Oeste. Crescimento de voos e mais helicópteros Os dados da Associação Brasileira de Aviação Geral mostram que o Rio passou de 247 helicópteros em 2023 para 319 em 2026. São 72 aeronaves a mais, o equivalente a um crescimento de 29%. Os dados revelam um crescimento dos voos panorâmicos na cidade. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), foram realizados cerca de 25 mil voos panorâmicos no Rio em 2025, uma média de aproximadamente 2 mil por mês ou 68 por dia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Desrespeito à altitude mínima Um levantamento da Aeronáutica incluído em uma investigação do MPF mostrou que 28% das aeronaves que operaram no Aeroporto de Jacarepaguá entre outubro de 2025 e abril de 2026 passaram abaixo de 500 pés, o equivalente a 150 metros. Os helicópteros representaram 65% dos casos de descumprimento. A altitude mínima de 150 metros é exigida para que aeronaves que pousam ou decolam do Aeroporto de Jacarepaguá cruzem as avenidas das Américas e Abelardo Bueno. A regra também contribui para reduzir o impacto do ruído sobre os moradores da região. O levantamento faz parte da investigação do MPF sobre os impactos sonoros provocados pela atividade aérea. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.