Ausência de Jairinho, ‘coração’ de Monique, ‘afago’ da juíza: bastidores do fim do julgamento do caso Henry Borel
Jairinho é condenado a 43 anos pela morte de Henry; Monique recebe perdão por homicídio Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, não estava na sala de au...
Jairinho é condenado a 43 anos pela morte de Henry; Monique recebe perdão por homicídio Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, não estava na sala de audiências quando a juíza Elizabeth Machado Louro leu a sentença que o condenou, na madrugada desta quinta-feira (4), 10º e último dia do julgamento do caso Henry Borel. O réu ouviu sua pena do corredor: ele pegou 43 anos 9 meses e 20 dias de reclusão. Já Monique Medeiros da Costa e Silva permaneceu diante da magistrada durante toda a leitura. Ela se emocionou ao saber que tinha recebido o perdão judicial — o Conselho de Sentença entendeu que não houve, no caso da ré, crime de homicídio doloso. Leniel chama perdão judicial a Monique de 'terceira morte de Henry' Na sequência, a mãe de Henry se voltou para a plateia e fez um coração com as mãos. Veja: Monique Medeiros faz ‘coração’ a parentes ao receber perdão judicial Imagens só da sentença Desta vez, a juíza Elizabeth Machado Louro não permitiu que se fizessem imagens do julgamento — ao contrário da sessão de março. A exceção foi a leitura da sentença, tradicionalmente pública. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro postou fotos do último dia. Confira: Imagens do julgamento do caso Henry Borel Brunno Dantas/TJRJ 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. ‘Bancada deu trabalho’ Antes de proclamar a sentença, Elizabeth fez uma série de agradecimentos — na hora dos advogados, declarou: “A bancada do Jairinho deu muito trabalho, mas eu aprendi a gostar de vocês.” Os defensores do ex-vereador recorreram a diferentes estratégias ao longo do julgamento. Na abertura das sessões, ainda em março, os advogados abandonaram a sala de audiências, alegando falta de acesso às provas. Na ocasião, ao definir a nova data para 25 de maio, a juíza afirmou que a manobra foi um “ato atentatório contra a dignidade da Justiça”. Nesse intervalo, os advogados de Jairinho tentaram levar o julgamento para outras comarcas — ou desaforar o caso. O júri foi retomado na semana passada. Mais uma vez, a bancada de Jairinho buscou protelar o reinício dos trabalhos — agora, alegando que um dos advogados havia infartado. O réu acabou desistindo da manobra, e Fabiano Lopes, após ter alta do enfarte, compareceu ao Tribunal do Júri dias depois. Ao ouvir o veredito, a defesa de Jairinho afirmou que vai trabalhar para anular o júri.