Chiquinho Brazão é alvo da PF em operação contra desvio de emendas parlamentares; ex-assessor é preso, e Moraes manda bloquear R$ 100 mi
Chiquinho Brazão pede ao STF prisão domiciliar humanitária por problemas de saúde. Reprodução/TV Câmara dos Deputados O ex-deputado federal Chiquinho Bra...
Chiquinho Brazão pede ao STF prisão domiciliar humanitária por problemas de saúde. Reprodução/TV Câmara dos Deputados O ex-deputado federal Chiquinho Brazão é alvo, nesta quinta-feira (9), da Operação Emendatio, deflagrada pela Polícia Federal (PF), contra um esquema de desvio de emendas parlamentares. A ação é um desdobramento das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, nas quais Chiquinho e o irmão, Domingos, foram condenados como mandantes. A PF cumpriu 2 mandados de prisão nesta quinta: Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), foi preso em casa, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. O outro alvo de prisão é o PM e ex-assessor Robson Calixto Fonseca, o Peixe, também condenado no caso Marielle e já encarcerado. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também expediu 21 mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio patrimonial no valor de R$ 100 milhões. Agora no g1 ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp O que a PF descobriu “A investigação identificou que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada mediante pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores”, explicou a PF. Esse esquema não tem qualquer relação com o atentado contra a vereadora, em março de 2018, no Estácio, na região central do Rio. “Segundo apurado até o momento, os investigados teriam utilizado organizações da sociedade civil (OSCs), pessoas físicas e pessoas jurídicas vinculadas ao grupo para movimentação financeira e ocultação patrimonial, com indícios de repasses realizados por meio de empresas e terceiros”, prosseguiu a PF. “Há suspeita de irregularidades nas parcerias celebradas com as OSCs investigadas, tais como superfaturamento, de conluio entre empresas participantes das cotações de preços e de inexecução contratual”, emendou.