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Contrato dos trens urbanos assinado por Castro envolve fundos ligados à Planner, alvo da PF

Contrato dos trens urbanos assinado por Castro envolve fundos ligados à Planner, alvo da PF Dias antes de renunciar ao cargo, no fim de março, o então govern...

Contrato dos trens urbanos assinado por Castro envolve fundos ligados à Planner, alvo da PF
Contrato dos trens urbanos assinado por Castro envolve fundos ligados à Planner, alvo da PF (Foto: Reprodução)

Contrato dos trens urbanos assinado por Castro envolve fundos ligados à Planner, alvo da PF Dias antes de renunciar ao cargo, no fim de março, o então governador Cláudio Castro (PL) assinou o contrato com a Nova Via Mobilidade, empresa que substituirá a SuperVia na operação dos trens urbanos da Região Metropolitana do Rio. O consórcio responsável pela nova operação tem fundos de investimento geridos pela Planner Corretora, empresa que também foi alvo da operação da Polícia Federal realizada na última terça-feira (26). A expectativa é de renovação para os mais de 300 mil passageiros que utilizam diariamente os trens urbanos. O novo modelo de gestão prevê R$ 600 milhões em investimentos do estado nos próximos anos. A nova companhia já está atuando e deve assumir definitivamente a operação dos trens em meados de junho. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Operação contra Cláudio Castro no Rio Reprodução LEIA TAMBÉM: Castro desiste de disputar eleição para o Senado após operações da PF Castro pediu para não ficar 'semi-barrado' em camarote de Vorcaro na Sapucaí, diz PF A promessa de melhorias, porém, agora também esbarra no escândalo investigado pela Polícia Federal. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estavam o próprio ex-governador, ex-diretores do Rioprevidência e a Planner Corretora de Valores. Segundo a PF, a empresa atuou como “anteparo” para irregularidades em investimentos do Rioprevidência no Banco Master, permitindo aumentar a retribuição financeira aos operadores das fraudes investigadas. Para a Procuradoria-Geral da República, a Planner operacionalizou a estrutura ilícita descoberta. O RJ2 apurou que o consórcio vencedor da concorrência — o único interessado na operação — tem como controladores dois fundos de investimento geridos pela Planner Administradora. Um documento da corretora trata da autorização para que um desses fundos entre no consórcio. Os fundos são o Magna Fundo de Investimento e o Nova Via Fundo de Investimento. Ambos foram criados no início do ano e têm a Planner como administradora nos registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O que diz a Planner A Planner disse que a contratação da corretora e a estruturação dos fundos foram iniciativas exclusivas dos investidores privados para viabilizar a participação no leilão. A Planner disse ainda que a corretora não tem qualquer ingerência sobre a operação ferroviária ou as decisões do consórcio. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade se pronunciou com a nota abaixo: "A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana esclarece que o processo de escolha do novo operador do sistema ferroviário ocorreu por meio de leilão judicial conduzido pela 6ª Vara Empresarial, seguindo os critérios legais e técnicos estabelecidos no edital. O Consórcio Nova Via Mobilidade foi o único proponente a apresentar proposta no processo. O consórcio vencedor apresentou a documentação exigida e foi considerado habilitado após análise da Comissão Especial e validação judicial, atendendo aos requisitos técnicos, econômico-financeiros, fiscais e trabalhistas previstos no processo. Com a assinatura do contrato, o período de transição operacional entre a atual concessionária e o novo operador, que assumirá o sistema ferroviário a partir do próximo dia 30, ocorreu dentro do cronograma definido judicialmente. O modelo adotado prevê Contrato de Permissão com duração de cinco anos. Diferentemente da concessão anterior, o serviço permanece sob domínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, cabendo ao operador a execução da operação comercial do sistema ferroviário".