Corpos de 3 colombianas mortas em queda de helicóptero no Rio são identificados
Família de colombianas mortas aguarda liberação dos corpos Os corpos das três colombianas que morreram em um acidente de helicóptero na região da Vista Ch...
Família de colombianas mortas aguarda liberação dos corpos Os corpos das três colombianas que morreram em um acidente de helicóptero na região da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio, foram identificados nesta terça-feira (11). De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), os corpos de Rocio Cubillos, de 59 anos, a filha dela, Wendy Manrique, de 37 anos, e Sofia Murillo, de 17 anos, foram reconhecidos por meio de exames odontológicos e antropológicos, e liberados para os familiares. O acidente aconteceu no sábado (8). O piloto Alessandro Rocha também não sobreviveu. Ele já havia sido identificado e liberado anteriormente. Duas fotos mostram as três mulheres instantes antes da decolagem. Os registros foram feitos no Aeroporto de Jacarepaguá. A investigação sobre o acidente está em andamento na 19ª DP (Tijuca), e outras diligências são realizadas para esclarecer as causas da queda da aeronave. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Sofia, de 17 anos, e a avó, Rocio, de 59 anos, instantes antes da queda da aeronave Reprodução/TV Globo Em outra imagem, Wendy Manrique, de 37 anos, aparece sorrindo Reprodução/TV Globo Diego Murillo, pai de Sofia, disse que a viagem representava a realização de um sonho da adolescente. "Ela estava extremamente feliz. Esse era um dos sonhos dela, vir conhecer o Brasil, o Rio de Janeiro", disse. Diego ficou sabendo da tragédia por uma ligação de Víctor Manrique, tio da adolescente, que veio para o Rio com a sobrinha, a mãe, a irmã e a esposa. Pai de Sofia Murillo, de 17 anos, aguarda no Instituto Médico-Legal (IML) para fazer o reconhecimento do corpo da filha Rafael Nascimento / g1 Rio "Sofia era uma menina muito preocupada com as pessoas ao seu redor. E ela sempre quis transmitir isso também para outras pessoas, dar a elas confiança em si mesmas. Por isso, em seus vídeos, ela queria que as pessoas se sentissem únicas", diz o pai. Aos 17 anos, Sofia era influencer e tinha mais de 250 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilhava vídeos com dicas de beleza, maquiagem, cuidados pessoais e penteados. Polícia quer ouvir empresa de helicóptero que caiu no Rio A queda do helicóptero O helicóptero havia decolado do Aeroporto de Jacarepaguá por volta das 11h de sábado para realizar um voo panorâmico com sobrevoo de pontos turísticos, incluindo o Cristo Redentor. A aeronave caiu em uma área de mata fechada da Floresta da Tijuca, próxima à Vista Chinesa, e pegou fogo após a queda. As quatro vítimas morreram no local. As três colombianas estavam no Rio acompanhadas de outros três familiares e haviam contratado o passeio com a empresa Voo Rio Panorâmico (VRP). Segundo familiares, o grupo seria dividido em dois voos. Rocio, Wendy e Sofia embarcaram no primeiro, enquanto os demais parentes aguardariam o retorno da aeronave para fazer o segundo passeio. A família Manrique: as vítimas são Sofía (C, de óculos), Wendy (D, de óculos escuros), e Rocío (atrás delas). Ficaram no hangar Laura (E), Victor e Daniela (ao fundo) Arquivo pessoal A família recebeu a notícia do acidente antes que o restante do grupo embarcasse. Victor Manrique, filho de Rocio e irmão de Wendy, falou sobre a perda da mãe, da irmã e da sobrinha. "Momento difícil, duro. Eu estava pensando: não sei se existe uma pessoa mais triste na Terra. Perder minha mãe, minha irmã e minha sobrinha." As circunstâncias da queda ainda são investigadas pelos órgãos responsáveis. Câmera encontrada Uma câmera acoplada ao helicóptero que caiu durante o voo panorâmico foi encontrada intacta pelos bombeiros e poderá ajudar a esclarecer as causas do acidente, que deixou quatro mortos. Segundo a empresa Voo Rio Panorâmico, responsável pelo passeio, o equipamento, uma GoPro, foi resgatado com o cartão de memória inserido. A câmera foi encaminhada ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em Brasília, que apura as causas do acidente. As imagens podem ajudar a esclarecer o que aconteceu nos momentos que antecederam a queda da aeronave. De acordo com o advogado da empresa, Arnaldo Muniz, o piloto havia realizado outro passeio minutos antes do acidente e não relatou qualquer problema. "Ele fez um voo minutos antes e não relatou nenhum problema. O Corpo de Bombeiros resgatou a GoPro intacta, com o cartão de memória inserido. Esse material foi enviado para o Cenipa, em Brasília. Nós gostaríamos de ter acesso a isso porque a análise poderia ser mais rápida. Essa angústia é de todos nós, porque queremos saber o que aconteceu", afirmou Muniz. Veja detalhes do helicóptero Robinson R44 que caiu no Rio de Janeiro (RJ). Arte/g1 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.