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Delegado diz que ciclista foi morto em Copacabana de 'forma bárbara por motivo fútil': 'Crime hediondo'

Delegado diz que ciclista morto em Copacabana foi agredido por 4 homens de 'forma bárbara por motivo fútil' A Polícia Civil identificou que quatro homens par...

Delegado diz que ciclista foi morto em Copacabana de 'forma bárbara por motivo fútil': 'Crime hediondo'
Delegado diz que ciclista foi morto em Copacabana de 'forma bárbara por motivo fútil': 'Crime hediondo' (Foto: Reprodução)

Delegado diz que ciclista morto em Copacabana foi agredido por 4 homens de 'forma bárbara por motivo fútil' A Polícia Civil identificou que quatro homens participaram do espancamento que matou Cláudio Rafael Landeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), o crime começou depois que um segurança suspeitou que a bicicleta usada pela vítima fosse roubada. Cláudio estava na Rua Barata Ribeiro quando foi abordado pelo segurança, identificado como Davi. Segundo a polícia, a vítima tinha problemas psiquiátricos e dificuldades de fala e não conseguiu explicar que a bicicleta pertencia à irmã. "O crime começou na Barata Ribeiro. Um segurança começou a interrogar de quem seria a bicicleta e ele, com dificuldades de fala, não conseguiu explicar que a bicicleta era da irmã. Depois chega um segundo segurança, tira a bicicleta da posse dele e começa a agressão", afirmou o delegado. De acordo com Lages, Cláudio deixou o local e seguiu até a Rua Felipe de Oliveira, onde se sentou na entrada de um prédio. Foi ali que ocorreu a segunda sequência de agressões, registrada por câmeras de segurança. "Ali chegaram dois entregadores e aparece o segurança Davi com um porrete e começam a agredi-lo de forma bárbara. Os seguranças já foram identificados. Para fecharmos a investigação por completo, só falta identificarmos os entregadores", disse. Segundo a Polícia Civil, portanto, dois seguranças e dois entregadores participaram do crime. Os dois seguranças já foram identificados, enquanto os investigadores trabalham para descobrir a identidade dos outros dois envolvidos. Davi segue foragido, mas Jorge Luiz Ricardo Dias se entregou e foi preso temporariamente, por 30 dias. Na delegacia, ele foi confrontado pela irmã da vítima: "Gostou de matar meu irmão?", disse ela. Segundo a polícia, o segurança não agrediu Cláudio Rafael. Ele teria segurado a bicicleta enquanto ele era agredido. O delegado classificou o crime como um homicídio triplamente qualificado. "Um crime hediondo, um homicídio triplamente qualificado, com crueldade e motivo fútil, sem possibilidade de defesa da vítima", afirmou. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Homem com vareta deu 30 pauladas em Cláudio Reprodução/TV Globo Câmeras registraram agressões Imagens de câmeras de segurança de um prédio registraram parte do espancamento. No vídeo, três homens cercam Cláudio. Dois deles carregam mochilas de entrega, enquanto o terceiro está com uma vareta e desfere ao menos 30 pauladas contra a vítima. Os agressores também dão chutes e socos. Cláudio tenta escapar, mas é segurado e cai desacordado na calçada. Segundo as imagens, ele não reage às agressões. O crime aconteceu na noite de 11 de agosto. Cláudio estava com a bicicleta da irmã e parou em frente a uma loja na esquina das ruas Barata Ribeiro e Belford Roxo. Segundo a investigação, pessoas que desconfiaram dele chamaram seguranças que atuavam na região. Um deles questionou Cláudio sobre a bicicleta e, diante da dificuldade da vítima em responder, iniciou as agressões. Cláudio seguiu então para a Rua Felipe de Oliveira e se sentou na escadaria de um prédio. Dois homens com mochilas de entrega chegaram de bicicleta e o abordaram. Pouco depois, o segurança apareceu com a vareta e as agressões recomeçaram. Depois que Cláudio caiu desacordado, os homens ainda vasculharam seus bolsos. O segurança também tirou uma foto da cena antes de ir embora. A vítima ficou caída na calçada. Bombeiros foram acionados e levaram Cláudio para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas ele não resistiu. Segundo informações repassadas à família, a causa da morte foi traumatismo craniano e hemorragia interna. Veja a reportagem completa: Câmeras flagraram linchamento de ciclista em Copacabana Testemunhas relatam violência O porteiro do prédio, Jorge Pires, testemunhou o crime. "As imagens mostram uma violência muito grande. Bateram muito mesmo", lamentou. A turismóloga Gabriela Lima contou que ficou chocada com o barulho das agressões. "Eram pauladas, que não parecia que era em uma pessoa. Eu ouvi gritos. Era um barulho muito contundente, aquele pá, pá, pá, muito contundente. É chocante porque poderia ser qualquer um de nós." Uma das irmãs de Cláudio, Fabiana Landeiro Hansen, confirmou que a bicicleta era da família. Ela descreveu o irmão como um homem de coração puro, calmo e "quieto, na dele". "A família está desolada, eu, minha mãe, irmã. Foi simplesmente uma iniciativa de um indivíduo que pressupôs isso sobre ele. Não teve nenhum motivo", afirmou. Cláudio Rafael Landeiro Reprodução Homem com vareta deu 30 pauladas em Cláudio Reprodução/TV Globo