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Eleição para presidente da Alerj será na sexta-feira, decidem deputados

Alerj Reprodução/TV Globo A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) marcou para a próxima sexta-feira (17), às 11h, uma nova eleição para presidência da Ca...

Eleição para presidente da Alerj será na sexta-feira, decidem deputados
Eleição para presidente da Alerj será na sexta-feira, decidem deputados (Foto: Reprodução)

Alerj Reprodução/TV Globo A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) marcou para a próxima sexta-feira (17), às 11h, uma nova eleição para presidência da Casa. A decisão foi unânime e ocorreu durante reunião de líderes partidários nesta quarta-feira (15). O deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSD) chegou a entrar com um mandado de segurança para impedir uma nova eleição, mas a Justiça negou o pedido dele e manteve a decisão do colégio de líderes da Alerj. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Em março, Douglas Ruas (PL) foi eleito em uma votação tumultuada, com direito a boicote da oposição (veja abaixo). Supostamente, ele assumiria o cargo de governador do Rio de Janeiro após a renúncia e cassação de Cláudio Castro. No entanto, o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) anulou a sessão que elegeu Ruas poucas horas depois. Com isso, o desembargador Ricardo Couto, presidente do TRJR, permaneceu como governador do Estado. A expectativa é que Douglas Ruas volte a se candidatar nesta sexta. Diferentemente do dia 26 de março, quando Douglas foi o único candidato, outros deputados devem concorrer. Justiça anula eleição na Alerj, que tinha eleito Douglas Ruas como presidente Retotalização de votos A decisão ocorre no dia seguinte à homologação, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), do resultado da retotalização dos votos para deputado estadual no Rio de Janeiro após o mandato do antigo presidente, Rodrigo Bacellar, ter sido cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O procedimento foi realizado no dia 31 de março. Não houve alteração na composição partidária da Casa entre partidos e federações em relação às eleições de 2022. Com a nova contagem, o deputado delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto (PL), que vinha exercendo uma vaga que era de suplente, assume uma vaga efetiva de deputado. Carlos Augusto já ocupava uma cadeira na Alerj como suplente, na vaga do atual prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho. Com a retotalização, Carlos Augusto vira deputado titular, e o deputado Renan Jordy (PL) assume esta cadeira de suplente que já estava sendo usada na vacância de Dr. Seginho. LEIA TAMBÉM: Eleitores do RJ podem ir às urnas duas vezes em 2026 STF busca saída jurídica para garantir eleição direta no RJ Quem é o governador do RJ neste momento? Tira dúvidas TRE-RJ refaz contas da eleição de 2022 após cassação de Bacellar e muda composição da Alerj Raoni Alves/g1 Na prática, o PL recuperou a vaga que era do União Brasil, com Bacellar. Quando eleito, o ex-presidente da Alerj era do PL, que abriu mão da cadeira quando ele foi para o União Brasil. Com a cassação, essa vaga volta para o PL. "Não houve alteração na distribuição das cadeiras entre partidos e federações. O deputado estatual eleito pelo PL passa a ser o senhor Carlos Augusto Nogueira Pinto", disse o presidente do TRE-RJ, Cláudio de Mello Tavares, após o resultado da retotalização. Indefinição no STF mantém dúvida sobre eleição no RJ Cassação de Bacellar A cassação do mandato de Rodrigo Bacellar, com a anulação dos votos recebidos por ele nas eleições de 2022, foi determinada no mesmo processo que analisou irregularidades nas eleições e também atingiu outros envolvidos no caso, como Cláudio Castro (PL). O então governador renunciou às vésperas de ser cassado e ficou inelegível por 8 anos. No julgamento, ministros do TSE entenderam que houve abuso de poder político e econômico no uso de estruturas públicas, como a Fundação Ceperj e a Uerj, com impacto direto na disputa eleitoral. Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, e o governador Cláudio Castro Divulgação O Código Eleitoral estabelece que votos dados a candidatos que perdem o mandato deixam de ser considerados válidos, o que obriga a Justiça Eleitoral a recalcular a distribuição das vagas. Como a eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional, qualquer alteração no total de votos pode impactar diretamente o número de cadeiras de cada partido na Alerj.