Familiares se despedem de pedreiro morto pela PM em São Gonçalo e pedem justiça: 'Que meu primo não seja só estatística'
Familiares se despedem de pedreiro morto pela PM em São Gonçalo e pedem justiça O corpo do pedreiro Marcelo da Cruz Silva, morto por policiais militares na q...
Familiares se despedem de pedreiro morto pela PM em São Gonçalo e pedem justiça O corpo do pedreiro Marcelo da Cruz Silva, morto por policiais militares na quarta-feira (27), é velado no início da tarde desta quinta-feira (28), no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O enterro está previsto para 15h. A mãe dele estava inconsolável na despedida e não conseguia falar. A prima de Marcelo disse que ele era muito conhecido na região. "Desde o ventre da mãe dele morava em Jardim Catarina. Era um cara guerreiro, bom, um cara muito bom na profissão que pegava uma casa do alicerce e ia até a alvenaria. Era muito querido, parte da minha família está vindo de longe. A gente só pede justiça, que meu primo não seja mais um na estatística do crime", pediu a prima Vera. Marcelo, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, estavam em uma motocicleta na região da Ipuca, no bairro Jardim Catarina, quando foram atingidos por disparos feitos por PMs. Eles saíam de casa para trabalhar em uma obra e levavam marmitas e ferramentas. Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, foi morto pela PM em São Gonçalo Reprodução A despedida de Edivan está marcada para esta sexta-feira (29) no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo, a partir de 11h30. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Em nota, a Polícia Militar lamentou as mortes. “A corporação lamenta a morte de Marcelo da Cruz Silva e de Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações, colaborando integralmente com as investigações do caso.” Agora no g1 Moradores relataram que os disparos ocorreram entre 7h e 7h30 de quarta-feira. A Polícia Militar informou que os agentes estavam na região para dar apoio a uma operadora de telefonia. Segundo a corporação, aquele seria o primeiro dia de trabalho, com previsão de duração de nove dias. A perícia da Polícia Civil encontrou uma ferramenta, descrita como uma régua de pedreiro, a cerca de 150 metros dos corpos das vítimas. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. A perícia da encontrou uma ferramenta, descrita como uma régua de pedreiro, a cerca de 150 metros dos corpos das vítimas Layla Mussi/O São Gonçalo O que dizem os citados “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que , de acordo com o comando do 7º BPM (São Gonçalo), um procedimento apuratório segue em curso para averiguar todas as circunstâncias na qual policiais militares atingiram dois homens em uma motocicleta, durante ocupação na localidade de Ipuca, na manhã desta quarta-feira (27/05). O local foi isolado e a Delegacia de Homicídios da região foi acionada. A Corporação lamenta a morte do Marcelo da Cruz Silva e do Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações colaborando integralmente com as investigações do caso.”