Filha de diplomatas foi atropelada horas após chegar ao Rio para novo emprego; saiba quem era
Filha de diplomatas morre atropelada em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro Mariana Tanaka Abdul Hak, a jovem que morreu no último fim de semana após ser atro...
Filha de diplomatas morre atropelada em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro Mariana Tanaka Abdul Hak, a jovem que morreu no último fim de semana após ser atropelada por uma van em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, morava na Europa e veio para o Brasil para começar no novo emprego — ela havia sido contratada para trabalhar no escritório carioca da L’Oréal. A administradora havia desembarcado na manhã de sábado (16) no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, na Ilha do Governador, e foi para o apartamento onde passaria a viver, em Ipanema. Na casa nova, deixou as malas e saiu para passear com a mãe, que tinha vindo ao Rio para ajudar na mudança da filha. Poucos passos depois, na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Vinicius de Moraes, mãe e filha foram atropeladas na calçada por uma van — um entregador também se feriu no acidente. Vídeo mostra socorro às vítimas de atropelamento em Ipanema; filha de diplomatas morreu Socorristas as levaram para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, mas Mariana não resistiu e morreu no dia seguinte. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. O embaixador Ibrahim Abdul Hak Neto e a filha, Mariana Tanaka Abdul Hak Reprodução Quem era Mariana Mariana era filha de diplomatas. A mãe, Ana Patrícia Neves Abdul Hak, é cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires. O pai, Ibrahim Abdul Hak Neto, é assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para temas de paz e segurança. Outros parentes são de São Paulo. Formada em Administração por uma universidade de Turim, na Itália, Mariana também morou no Reino Unido, Bélgica, França, Líbano e Venezuela. Era fluente em inglês, espanhol, francês e italiano, além do português. No perfil no LinkedIn, Mariana destacou que a “diversidade de vivências” por ter morado em vários países “aprimorou a adaptabilidade, resiliência e fluência cultural”. “Sou dedicada e busco a excelência na execução de minhas tarefas, e tenho entusiasmo em utilizar essas qualidades para contribuir efetivamente com uma equipe inovadora”, escreveu. Mariana Tanaka Abdul Hak Reprodução O acidente Segundo testemunhas, o motorista de uma van de entregas teria tentado desviar de um ciclista, perdeu o controle da direção e invadiu a calçada. Em depoimento, porém, o condutor afirmou que houve uma falha mecânica na van e não citou que tenha tentado desviar de um ciclista. De acordo com a Polícia Civil, o condutor permaneceu no local e realizou testes do bafômetro e para detecção de drogas, ambos com resultado negativo. Em depoimento na 14ª DP (Leblon), ele alegou que a van apresentou problemas mecânicos na hora e que já tinha dado defeito anteriormente. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre indiciamentos, e o motorista estava em liberdade. Mariana sofreu múltiplas fraturas e morreu em decorrência de um traumatismo craniano. Ana Patrícia já recebeu alta, mas seguia em cadeira de rodas e passaria por novos exames em São Paulo. O corpo de Mariana seria trasladado para São Paulo. O velório e enterro estão previstos para quinta-feira (21). Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, foi atropelada em Ipanema e morreu no domingo Reprodução Mariana Tanaka Abdul Hak Reprodução