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Governador em exercício do RJ exonera mais 93 na secretaria de Governo

Governador em exercício do RJ exonera mais 93 na secretaria de Governo O governador em exercício do Rio, o desembargador Ricardo Couto, publicou na noite dest...

Governador em exercício do RJ exonera mais 93 na secretaria de Governo
Governador em exercício do RJ exonera mais 93 na secretaria de Governo (Foto: Reprodução)

Governador em exercício do RJ exonera mais 93 na secretaria de Governo O governador em exercício do Rio, o desembargador Ricardo Couto, publicou na noite desta sexta (17) uma nova lista de exonerações com mais 93 nomes. Os cargos eram vinculados à Secretaria de Governo e à Casa Civil. Segundo apuração da TV Globo, os atingidos pelas medidas incluem servidores que disputaram eleições para vereador em municípios do interior, não se elegeram e acabaram designados para funções em localidades distantes de onde residem. Em apenas 20 dias à frente do governo, Couto já exonerou cerca de 450 servidores comissionados, cargos de livre nomeação das secretarias da Casa Civil e de Governo, duas das principais estruturas do Palácio Guanabara. Com as demissões anunciadas neste sábado, o total chega a 544. Governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto Reprodução/TV Globo O g1 apurou que o plano de reestruturação é mais amplo. Levantamento interno indica que as duas pastas somam cerca de 4 mil servidores. A previsão é cortar aproximadamente 40% desse total, o equivalente a cerca de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”. A estimativa do governo é economizar cerca de R$ 10 milhões por mês com as medidas. Reestruturação inclui nova subsecretaria O plano também prevê mudanças na estrutura administrativa. Uma das medidas é a recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil. O órgão será comandado pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que já auxilia o novo secretário da pasta, Flávio Willeman, nomeado por Couto na terça-feira (14). Ambos são procuradores do estado. Pimentel já foi subprocurador-geral do estado e também atuou na Cedae e no Detran. Exonerações e cortes foram publicados no Diário Oficial As exonerações dos 459 comissionados foram publicadas nas edições de quinta-feira (16) e sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado. As medidas são resultado de auditorias que vêm sendo realizadas nas duas secretarias. Na edição desta sexta, o governo também extinguiu três subsecretarias da estrutura da Casa Civil: Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais; Subsecretaria de Gastronomia; Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo As estruturas subordinadas a esses órgãos também foram descontinuadas. 'Guedinho explica': a faxina do governador em exercício do Rio de Janeiro Gestão já fez nove nomeações Desde que assumiu o cargo, em 23 de março, até a noite de quinta-feira (16), Couto nomeou nove gestores para áreas estratégicas do governo. Entre eles estão os responsáveis pela Casa Civil, Secretaria de Governo (interina), Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae: Secretaria da Casa Civil - Flávio de Araújo Willeman; Secretaria de Estado do Gabinete do Governador - Marco Antônio Rodrigues Simões; Secretaria de Estado de Governo (interino) e Gabinete de Segurança Institucional - Roberto Lisandro Leão; Secretaria Extraordinária de Representação do Governo em Brasília - Gustavo Alves Pinto Teixeira; Controladoria Geral do Estado (CGE) - Bruno Campos Pereira; Secretaria de Defesa do Consumidor - Rogerio da Costa Pimenta; Presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP) - Bárbara Caballero de Andrade; Presidente do RioPrevidência - Felipe Derbli de Carvalho Batista; Presidente da Cedae - Rafael Rolin. 'Choque de transparência': auditoria mira contratos bilionários Choque de transparência no RJ prevê análise de 6,7 mil contratos que somam R$ 81 bilhões Além das mudanças administrativas, o governador em exercício determinou a realização de uma ampla auditoria nos órgãos do Executivo estadual, incluindo a administração indireta e empresas estatais. A análise prevê revisar mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões. Segundo o governo, as medidas fazem parte de um pacote classificado como um “choque de transparência”, com o objetivo de mapear contratos, identificar responsáveis e revisar gastos públicos.