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História do Crime João Hélio: o menino que morreu arrastado preso ao cinto de segurança de um carro durante assalto

História do crime: o menino que morreu arrastado preso ao cinto de segurança de um carro No início de 2007, a notícia da morte de um menino de apenas 6 ano...

História do Crime João Hélio: o menino que morreu arrastado preso ao cinto de segurança de um carro durante assalto
História do Crime João Hélio: o menino que morreu arrastado preso ao cinto de segurança de um carro durante assalto (Foto: Reprodução)

História do crime: o menino que morreu arrastado preso ao cinto de segurança de um carro No início de 2007, a notícia da morte de um menino de apenas 6 anos causou enorme comoção popular e chocou o Brasil. João Hélio Fernandes Vieites foi brutalmente assassinado ao ser arrastado por 7 km durante o roubo do carro de sua família, no bairro de Osvaldo Cruz, Zona Norte do Rio de Janeiro. Em entrevista ao Fantástico na época do crime, a mãe do menino, Rosa Fernandes, disse que, ao parar o carro em um sinal de trânsito, foi abordada por três assaltantes. Ela pediu que os criminosos a esperassem retirar a criança do carro, que estava presa ao cinto de segurança no banco de trás. No entanto, um dos ladrões a xingou: "Não, sua vagabunda, anda logo”. E, em seguida, arrancou com o veículo. RELEMBRE A HISTÓRIA NO VÍDEO ACIMA. João Hélio foi brutalmente assassinado, ao ser arrastado por bandidos durante um roubo de carro Reprodução/ Arquivo Pessoal O caso João Hélio é o sétimo episódio da série "História do Crime", que está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do História do Crime, para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Relembre o caso No dia 7 fevereiro de 2007, a comerciante Rosa Fernandes voltava para casa de carro, com os dois filhos, Aline, de 13 anos, que estava sentada no banco do carona, e João Hélio, de 6 anos, sentado no banco de trás. Por volta das 21h, a mulher parou em um sinal de trânsito na Rua João Vicente, no bairro de Osvaldo Cruz, subúrbio do Rio, quando foi abordada por três homens armados. Rosa e a filha adolescente foram retiradas do carro imediatamente pelos criminosos. Na sequência, ela abriu a porta traseira do veículo para soltar o cinto de segurança que prendia o filho mais novo. Apesar do apelo da mulher para que aguardassem a retirada do cinto do menino, os assaltantes arrancaram com o carro. João Hélio ficou pendurado pelo lado de fora do veículo e foi arrastado por 7 km em um trajeto que durou cerca de dez minutos, passando por oito ruas e um viaduto. Criminosos fizeram um trajeto de 7 km com o menino João Hélio pendurado do lado de fora do carro Reprodução/ TV Globo Moradores que viram a ação dos bandidos pediram desesperados para que parassem o carro, mas não tiveram sucesso. Os criminosos só pararam o veículo quando chegaram à rua Caiari, que é sem saída. Em seguida, eles abandonaram o veículo e fugiram a pé por uma escadaria. A trágica morte de João Hélio provocou diversas manifestações populares e pedidos de “justiça”. O autor de novelas Manoel Carlos escreveu uma cena da novela Páginas da Vida, que estava no ar na época, em homenagem à criança. Novela 'Páginas da Vida' prestou homenagem ao menino morto na Zona Norte do Rio Reprodução/ TV Globo No mesmo dia da morte do menino, o Disque Denúncia recebeu várias ligações que informavam o paradeiro dos criminosos, e o crime foi solucionado rapidamente. A condenação No total, quatro homens e um adolescente menor de idade foram acusados de envolvimento no assassinato de João Hélio. Os adultos foram julgados em menos de 1 ano e condenados por latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Quatro homens e um menor de idade na época foram considerados culpados pela morte de João Hélio Reprodução/ TV Globo Carlos Eduardo Toledo Lima, que dirigia o carro, foi sentenciado a 45 anos de prisão. Diego Nascimento da Silva, que se sentou no banco do carona, foi condenado a 44 anos e três meses. Carlos Roberto da Silva e Tiago de Abreu Matos foram condenados a 39 anos de reclusão por participação na abordagem e no assalto, segundo a decisão judicial. O menor que participou do crime cumpriu medida socioeducativa de 3 anos e depois foi liberado.