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Justiça condena 3 PMs apontados como membros do 'Novo Escritório do Crime' a penas de até 63 anos de prisão

Justiça condena 3 PMs apontados como membros do 'Novo Escritório do Crime' a penas de até 63 anos de prisão A Justiça do Rio condenou três policiais milit...

Justiça condena 3 PMs apontados como membros do 'Novo Escritório do Crime' a penas de até 63 anos de prisão
Justiça condena 3 PMs apontados como membros do 'Novo Escritório do Crime' a penas de até 63 anos de prisão (Foto: Reprodução)

Justiça condena 3 PMs apontados como membros do 'Novo Escritório do Crime' a penas de até 63 anos de prisão A Justiça do Rio condenou três policiais militares apontados como integrantes do "novo Escritório do Crime", grupo criminoso acusado de sequestros e homicídios por encomenda, além da venda clandestina de armas e munições — inclusive armamentos apreendidos em operações da própria Polícia Militar. O sargento Bruno Marques da Silva, o Bruno Estilo, pegou 63 anos de prisão por organização criminosa armada e comércio ilegal de armas e munição. Já o capitão Alessander Ribeiro Estrella e o sargento Diogo Briggs Climaco das Chagas foram condenados a 27 anos de cadeia, por comércio ilegal de armas e munição. A sentença manteve a prisão preventiva de Bruno e Alessander. Briggs poderá recorrer em liberdade. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Os dois sargentos também foram condenados à exclusão da PM, depois que forem esgotadas todas as possibilidades de recurso. Já Alessander, por ser oficial, terá o caso encaminhado ao Tribunal de Justiça, que vai decidir se ele deve ser expulso da corporação. Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, o grupo atuava nos moldes do antigo grupo de extermínio liderado pelo ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega. A quadrilha é investigada por pelo menos 2 execuções à luz do dia e sob ordens da contravenção. Entre os assassinatos descritos na denúncia estão os de Fábio Romualdo Mendes, morto em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, em setembro de 2021, e de Neri Peres Júnior, assassinado em Realengo, na Zona Oeste, no mês seguinte.  A denúncia também detalha a participação dos três policiais militares em negociações clandestinas de armamentos. “Bruno Estilo” é apontado tanto como participante do planejamento e da execução de homicídios quanto como negociador de armas, carregadores e munições. Já Alessander e Diogo são acusados de fornecer material bélico à organização, inclusive armamentos que teriam sido desviados de apreensões policiais. As conversas analisadas pelos investigadores indicariam negociações realizadas em diferentes ocasiões entre os policiais e integrantes do grupo criminoso. Em nota, o advogado Sandro Figueiredo, que defende o sargento Diogo Briggs, declarou que "a condenação se baseou em provas digitais que não seguiram a devida cadeia de custódia, ademais, sequer passaram pela perícia da Polícia Civil, ao contrário, passou pelo setor de perícia do próprio órgão acusador, qual seja, o Ministério Público. Ressalta-se que a perícia oficial do Estado é a perícia da Polícia Civil, livre de qualquer parcialidade. Por fim, a defesa irá utilizar dos instrumentos processuais cabíveis a fim de recorrer da sentença e buscar a decisão mais justa ao caso, acreditando inclusive na absolvição do acusado Diogo Briggs". A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Bruno Marques da Silva afirmou que vai recorrer. Veja a íntegra da nota: "O advogado de defesa de Bruno Marques da Silva, o advogado criminalista Bernardo Cortez, do escritório Hoyos & Cortez Advogados, esclarece que ele jamais foi formalmente acusado de integrar o denominado “Escritório do Crime”, imputação que não consta da acusação formulada em seu desfavor. Quanto à condenação, a defesa manifesta surpresa com a decisão e ressalta que identificou questões relevantes relacionadas à violação do devido processo legal, princípio constitucional, especialmente no que diz respeito à prova digital apresentada pelo Ministério Público. Segundo a defesa, a análise dos dispositivos eletrônicos foi realizada por integrantes do próprio órgão acusador, sem a atuação de perito oficial, circunstância que suscita questionamentos sobre a metodologia empregada, a confiabilidade dos resultados e a observância das garantias processuais. A defesa também aponta contradições e omissões na coleta e na análise desse material, que, em seu entendimento, comprometem a robustez do conjunto probatório. Diante disso, serão adotadas as medidas jurídicas cabíveis perante as instâncias competentes, com o objetivo de reverter a condenação e demonstrar a insuficiência das provas que fundamentaram a decisão. A defesa reafirma sua confiança na Justiça e no reexame rigoroso das questões suscitadas, em respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência." A defesa de Alessander Estrella não se manifestou. Tenente Alessander Reprodução