Justiça proíbe deputada Índia Armelau de incentivar demissão de trabalhadores por escolhas políticas
MPT abre investigação após Índia Armelau fazer posts sugerindo que patrões demitam funcionários que apoiaram Lula Reprodução/TV Globo e Reprodução/Ins...
MPT abre investigação após Índia Armelau fazer posts sugerindo que patrões demitam funcionários que apoiaram Lula Reprodução/TV Globo e Reprodução/Instagram A Justiça do Trabalho atendeu parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) e determinou, em decisão liminar nesta terça-feira (27), que a deputada estadual Índia Armelau (PL) não incentive empregadores a discriminar, demitir ou perseguir funcionários por causa de suas convicções políticas. Depois do 2º turno, Índia, a deputada estadual mais votada do RJ, usou as redes sociais para sugerir que empresários investiguem as manifestações políticas de seus funcionários e dizer que não faz sentido patrões manterem “quem odeia empresários”. “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”, escreveu. “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, postou. Índia tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. Nesta terça, o MPT ajuizou uma ação civil pública contra a parlamentar em que questiona “eventual prática de conduta que incentive a realização de dispensa discriminatória por empregadores”. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Agora no g1 Na decisão, o juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca destaca que “sendo a ré uma integrante do parlamento, mas do que qualquer outro cidadão, deve prezar pela liberdade de expressão, desde que respeitosa, deve fomentar a democracia e aceitar as diferentes opções políticas de cidadãos e trabalhadores, sem utilizar de discursos e falas que podem gerar pela sua leitura ou escuta, sentimentos de ódio, perseguição ou discriminação.” A liminar também determina que a deputada retire as publicações que motivaram a ação de sites, redes sociais e aplicativos de mensagens. O descumprimento prevê multa diária de R$ 5 mil, após o prazo de 48 horas para cumprimento da decisão. O que diz a deputada Procurada pelo g1, Índia Armelau afirmou que não tem preconceito e que respeita as opções políticas dos trabalhadores. Ela disse que o comentário foi feito a partir do compartilhamento de uma publicação de terceiros e que houve um equívoco de interpretação. Segundo ela, a crítica era a possíveis atitudes de sabotagem de funcionários contra empregadores, e não às convicções políticas. A deputada disse que apagou a postagem.