Mocidade 2026: veja o enredo e cante o samba
Cartaz do enredo da Mocidade de 2026 Reprodução A Mocidade Independente de Padre Miguel é a 1ª escola da segunda-feira (16). O “esquenta” começa às 21...
Cartaz do enredo da Mocidade de 2026 Reprodução A Mocidade Independente de Padre Miguel é a 1ª escola da segunda-feira (16). O “esquenta” começa às 21h45, e o desfile está marcado para as 22h. O enredo é “Rita Lee — a padroeira da liberdade”. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Enredo e samba: Mocidade vai destrinchar a trajetória da Rita Lee, a rainha do rock O enredo Essa história começa com uma menina que decidiu não pedir licença. Rita Lee chegou ao mundo quando tudo parecia querer ser igual, certinho, sem cor. Mas ela era o contrário disso. Gostava de barulho, de rir alto, de provocar. Num tempo em que meninas não entravam no clube do rock, ela arrombou a porta e subiu no palco como quem diz: agora também é nosso. Rita misturou tudo o que tinha vontade. O rock que vinha de longe, dos discos ingleses, com a malícia brincalhona, o deboche e os ritmos brasileiros. Cantava como quem brinca, mas falava sério. Com os Mutantes, ajudou a criar uma música que parecia viagem espacial, mas falava do Brasil daquele tempo: confuso, vigiado, cheio de regras e censura. Um dia, Rita sentiu que era hora de mudar de novo. Seguiu sozinha, sem medo de perder o chão. No caminho, encontrou novas canções, novas formas de dizer o que sentia e um amor para dividir a vida e a arte. Continuou livre, curiosa e inventiva. Mas o caminho não foi fácil. Em tempos de ditadura, Rita virou alvo. Suas músicas incomodavam, suas atitudes escandalizavam, seu jeito afrontava a moral dos que mandavam. Foi censurada, perseguida, presa. Mesmo assim, não recuou. Cantou mais alto. Riu mais forte. Criou mais ainda. Nas letras, Rita falou de amor, desejo, prazer e liberdade com uma franqueza inédita. Cantou a mulher sem culpa, sem medo, dona do próprio corpo e da própria vontade. Abriu caminhos para que outras mulheres também pudessem falar, criar e existir sem pedir desculpas. Rita nunca foi uma coisa só. Foi muitas. Rainha do rock, compositora, escritora, atriz, apresentadora, ativista pelos animais. Santa e bruxa ao mesmo tempo. Amada por uns, odiada por outros. Sempre fiel a si mesma. Agora, essa história chega ao carnaval. A Mocidade convida Rita Lee a entrar no templo do samba, onde tudo vira festa. Suas músicas ganham a Avenida, o povo canta junto, dança, ri e celebra. É o rock virando carnaval. É a liberdade vestindo fantasia. É Rita Lee, imensa, fazendo o Brasil cantar mais uma vez — sem medo, sem censura, sem cinza. Mocidade vai cantar Rita Lee; veja o samba Cante o samba Autores: Jeffinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrósio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax Intérprete: Igor Vianna Mocidade, êêêêê Minha Mocidade, voltei por você! Desbaratina a razão, se joga, meu bem No céu, no mar, na lua... na Vila Vintém! Um belo dia resolvi mudar Cansei dessa gente careta Aos seus bons costumes eu sinto informar Formei outras ovelhas negras A tropicalista do verbo sem freio Pra farda, uma língua e o dedo do meio Cabelo de fogo e a lente encarnada Mutante da pele marcada Transo rock e samba pra sentir prazer Agora só falta você (yeah, yeah) Agora só falta você Sou independente, fácil de amar Livre de qualquer censura Vem, baila comigo, só de te olhar... Posso imaginar loucuras Amor é pra sempre O corpo compondo entre a boca e o ventre Dedilha a guitarra (lá láiá) Arranca as amarras e me bebe quente Meu doce vampiro além do querer Desculpe o auê! Se é caso sério, eu lanço perfume Aumenta o volume que eu banco a verdade Não adianta prender Santa Rita “Leeberdade” Vem, seja Pagu, se entrega Quem foge ao padrão vence a regra Sou voz feminina plural Assino a estrela no seu carnaval Ficha técnica Fundação: 10 de novembro de 1955 Cores: 🟢⚪Verde e Branco Presidente: Flávio da Silva Santos Carnavalesco: Renato Lage Diretores de Carnaval: Marcelo Plácido e Wallace Capoeira Intérprete: Igor Vianna Mestre de Bateria: Dudu Rainha de Bateria: Fabíola Andrade Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Diogo Jesus e Bruna Santos Comissão de Frente: Marcelo Misailidis Fabíola Andrade, rainha de bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel, c REUTERS/Pilar Olivares