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Quinto envolvido na morte de Cláudio Rafael é considerado foragido; colega diz que ele confessou crime

Quinto envolvido na morte de Cláudio Rafael é considerado foragido Divulgação O quinto envolvido no espancamento e morte de Cláudio Rafael Landeiro, o cicl...

Quinto envolvido na morte de Cláudio Rafael é considerado foragido; colega diz que ele confessou crime
Quinto envolvido na morte de Cláudio Rafael é considerado foragido; colega diz que ele confessou crime (Foto: Reprodução)

Quinto envolvido na morte de Cláudio Rafael é considerado foragido Divulgação O quinto envolvido no espancamento e morte de Cláudio Rafael Landeiro, o ciclista agredido depois de ser acusado de roubo de uma bicicleta, foi identificado e já é considerado foragido. O Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações que ajudem a localizar Wellington Luiz Santos de Souza nesta quinta-feira (27). Quatro pessoas já foram presas, sendo dois entregadores do Ifood e dois seguranças. Um dos seguranças não teria agredido a vítima. O outro segurança é Davi dos Santos Machado, que teria dado as pauladas na vítima. Uma câmera de segurança mostra um quinto envolvido dando chutes na vítima, que tinha 37 anos e morreu no dia seguinte por hemorragia e traumatismo. A bicicleta era da irmã de Cláudio Rafael. Vídeo mostra quinto envolvido em morte de ciclista em Copacabana dando chutes na vítima Conforme relatos de testemunhas, Wellington teria se aproximado e perguntado aos entregadores se a vítima era um “ladrão”. Após receber a confirmação, ele chutou a cabeça de Cláudio Rafael e exclamou: “Ladrão tem que morrer mesmo”. Todos enfrentam acusações de homicídio triplamente qualificado. Wellington é considerado foragido pelo crime. Wellington morava na Rocinha, na Zona Sul do Rio, mas estava de favor na lavanderia de um conhecido depois de sair da casa da mãe. O homem prestou depoimento à polícia e disse que Wellington confirmou ser ele nas imagens. Depois disso, não foi mais visto. Vídeo mostra quinto envolvido em morte de ciclista em Copacabana dando chutes na vítima Reprodução/TV Globo Nesta semana, a polícia quer ouvir quem contratou o segurança que espancou a vítima. A pessoa que deu o pedaço de madeira para Davi também será ouvida. A 12ª DP também tenta encontrar um homem que não ofereceu socorro a Rafael durante as agressões. “Todas as pessoas que presenciaram essa cena, a gente vai identificá-los, a gente pretende ouvi-las, até porque elas podem responder por omissão de socorro. Elas presenciaram e nada fizeram", afirmou o delegado titular, Ângelo Lages. O segurança preso pelo crime deu dois depoimentos à Polícia Civil. No primeiro, ele diz que apenas deu um soco em Rafael, mas que os responsáveis pelo espancamento da vítima foram os entregadores de Ifood. Já no segundo, Davi Santos Machado confessou o crime e disse que as pauladas foram um "ato insano". Ele afirmou não saber explicar o que o levou a agir daquela forma. No depoimento, ele diz que ligou para o chefe da segurança, identificado como Aluísio, informando o que estava acontecendo e solicitando orientação. Davi afirma que recebeu a orientação de fotografar a bicicleta. Cláudio Rafael Landeiro Reprodução Davi também declarou que não havia qualquer informação concreta de que a bicicleta tivesse sido furtada. Ainda segundo o depoimento, Rafael não ofereceu resistência e obedeceu às ordens dos homens. Davi afirmou que não ouviu a vítima pedir socorro. Davi Santos Machado é preso Divulgação 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça LEIA TAMBÉM: Casos de "justiça com as próprias mãos" aumentam 25%; seguranças são flagrados em Copacabana Justiça mantém prisão de seguranças Polícia busca identificar 5º agressor e pessoas que viram vítima agonizar sem prestar socorro Segurança usou bicicleta da vítima dias depois do crime Segurança preso pelo espancamento de Cláudio Rafael chegou à DP para depor pedalando bicicleta da vítima Reprodução Dias depois do caso, Davi chegou à 12ª DP, na rua Hilário de Gouvêa, com a bicicleta de Rafael para prestar depoimento na segunda-feira (17). O veículo tinha sido levado na noite do crime por outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias, como mostram imagens analisadas pela polícia e obtidas pela TV Globo. Eles disseram pensar que estavam recuperando uma bicicleta roubada – o que se mostrou ter sido um engano. Segundo depoimentos, Rafael chegou a uma loja em Copacabana por volta das 23h20 do dia 11 de agosto para pedir um cigarro. Como não tinha dinheiro, não recebeu o produto. Minutos depois, o segurança Davi chegou e perguntou sobre a bicicleta que estava ao lado de Rafael, que respondeu apenas que "não" – pelo fato de a bicicleta pertencer à sua irmã. Segunda a família, Rafael tem problemas cognitivos que afetam sua comunicação. Cláudio Rafael Landeiro no vídeo gravado pelos próprios agressores Reprodução