Seguranças vão a júri popular por morte de jovem após 'gravata' em supermercado na Barra da Tijuca
Veja reportagem da época em que o jovem morreu no supermercado, em fevereiro de 2019 Mais de sete anos depois, a Justiça do Rio decidiu levar a júri popular ...
Veja reportagem da época em que o jovem morreu no supermercado, em fevereiro de 2019 Mais de sete anos depois, a Justiça do Rio decidiu levar a júri popular os dois seguranças acusados de matar Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, de 19 anos, num supermercado na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. O caso foi em 14 de fevereiro de 2019. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Pedro Henrique morreu após ser imobilizado por um dos seguranças com um golpe conhecido como “mata-leão”, que provocou asfixia. O laudo de necropsia apontou que as lesões foram a causa da morte de Pedro. Na decisão, o magistrado pronunciou Davi Amâncio por homicídio qualificado. Segundo o juiz, há elementos que indicam que ele “assumiu o risco de matar” ao imobilizar a vítima por estrangulamento. O outro réu, Edmilson Félix Pereira, teve sua participação no crime reconhecida por ter sido omisso e forma a não impedir o resultado. Segundo a denúncia, como vigilante, ele deveria ter impedido a morte, mas ficou só olhando. A decisão é do juiz Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, que entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri. Vídeo mostra a ação Segurança ficou sobre o homem, já imóvel Reprodução/TV Globo Imagens que circularam na época (veja no vídeo no início da reportagem) mostravam o jovem já desacordado no chão enquanto era contido por Davi Amâncio, mesmo após alertas de clientes. Testemunhas relataram que Pedro não reagia quando o golpe foi mantido e que o outro vigilante chegou a amarrar as pernas da vítima. Um cliente chega a tocar no segurança, que responde: "Não segura, senhor, quem sabe sou eu". Desesperada, a mãe de Pedro Henrique assistiu a toda a cena que terminou com o filho morto. Outros seguranças se aproximam do local. Ao mesmo tempo, um cliente afirma que o rapaz está "roxo". E uma mulher grita: "está sufocando". "Ele está desacordado", desespera-se outra mulher. Ainda sobre o rapaz, o vigilante grita com as pessoas ao redor: "Cala a boca". Leia também: Câmeras de supermercado registram início da ação de segurança contra rapaz que morreu após 'gravata'; vídeo Veja depoimento da mãe sobre a morte do filho Pedro Henrique em foto nas redes sociais Reprodução/Redes Sociais O que dizem os citados O g1 entrou em contato com a rede de supermercados nesta terça-feira (14) e aguarda resposta. Em nota enviada à época, em 2019, o Extra informou que os seguranças envolvidos no caso foram imediatamente afastados. "A rede esclarece que repudia veemente qualquer ato de violência em suas lojas. Sobre o fato em questão, a empresa já abriu uma investigação interna e constatou de forma inicial que se tratou de uma reação a tentativa de furto a arma de um dos seguranças da unidade da Barra da Tijuca. Após o indivíduo ser contido pelos seguranças, a loja acionou a polícia e o socorro imediatamente. A empresa já abriu um boletim de ocorrência e está contribuindo com as autoridades para o aprofundamento das investigações." A equipe de reportagem tenta contato com a defesa dos dois réus.