TRE-RJ cria núcleo para fiscalizar propaganda digital e combater desinformação nas eleições
TRE-RJ cria núcleo para fiscalizar propaganda digital e combater desinformação nas eleições A poucos meses das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral do...
TRE-RJ cria núcleo para fiscalizar propaganda digital e combater desinformação nas eleições A poucos meses das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) anunciou a criação do Núcleo de Fiscalização da Propaganda Eleitoral Digital e Enfrentamento à Desinformação nas Eleições. A iniciativa tem como objetivo monitorar conteúdos publicados na internet e reforçar o combate à disseminação de informações falsas que possam comprometer o processo eleitoral. Segundo o tribunal, três tipos de conteúdo são considerados as principais ameaças à integridade das eleições: as fake news, que são informações falsas apresentadas como notícias; os discursos de ódio, utilizados para intimidar, atacar ou silenciar pessoas; e as deepfakes, vídeos e áudios manipulados com inteligência artificial para simular situações ou declarações que nunca aconteceram. De acordo com o presidente do TRE-RJ, desembargador Fábio Porto, o novo núcleo será formado por servidores da Justiça Eleitoral e contará com o apoio das polícias Civil e Federal, além de parcerias com universidades e instituições privadas sem fins lucrativos. "O núcleo está estruturado com servidores do TRE, tem o auxílio das polícias judiciárias, Polícia Civil, Polícia Federal e vai contar com a parceria de universidades e entidades privadas sem fins lucrativos para que se possa ter mais segurança no controle dessas ações", afirmou. A criação do grupo ocorre após uma orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que recomendou aos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país a celebração de acordos de cooperação técnica com instituições especializadas em inteligência artificial, perícia digital e análise de conteúdos. A expectativa é ampliar a capacidade técnica da Justiça Eleitoral, permitindo acesso a especialistas, laboratórios e ferramentas tecnológicas para identificar conteúdos falsos e analisar materiais digitais com maior precisão. Fábio Porto afirmou que o TRE-RJ já iniciou conversas com universidades e centros de pesquisa para ampliar essa rede de cooperação. "Estamos chamando as universidades e instituições públicas e privadas que têm esse conhecimento. O TRE está aberto para essas parcerias porque entendemos que todos devem participar desse esforço", disse. O presidente do tribunal também informou que já se reuniu com representantes das principais plataformas de redes sociais para reforçar a necessidade de atenção à circulação de conteúdos falsos durante o período eleitoral. Apesar das ações de fiscalização, o desembargador destacou que o combate à desinformação depende também da participação da população. Segundo ele, os eleitores devem verificar a origem das informações antes de compartilhá-las. "O próprio cidadão, quando recebe uma notícia ou um vídeo, deve se perguntar se aquilo é verdade antes de divulgar. Ele pode buscar informações na Justiça Eleitoral, nos órgãos de imprensa e em outras fontes confiáveis", afirmou. O magistrado ainda reforçou que o tribunal promete agir com rigor contra quem descumprir as regras eleitorais. "Vamos agir com muito rigor na aplicação das normas. Aqueles que violarem a legislação e acharem que não serão sancionados estão muito enganados", declarou. Celular continua proibido na cabine de votação O TRE-RJ também reiterou a proibição do uso de celulares e outros equipamentos eletrônicos na cabine de votação. Segundo o tribunal, a medida tem como objetivo garantir o sigilo do voto e impedir práticas de coação por parte do crime organizado. Além de celulares, também são proibidos câmeras fotográficas, filmadoras e qualquer equipamento capaz de registrar imagens durante a votação. Em caso de descumprimento da norma, a polícia poderá ser acionada. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça